segunda-feira, 26 de maio de 2008
Cenas que antecedem momentos históricos
Washington, EUA - 05/08/1945 - 23h47
Kabul, Afeganistão - 10/09/2001 - 14h31
quarta-feira, 7 de maio de 2008
Colete, um gesto de compaixão.
Naquela noite de ventos gélidos, Turk não conseguiu dormir pensando no frio que aquela miserável criança estava passando, sem ter uma roupa para protege-la. O homem resolveu ficar pelado para ter a noção exata do sofrimento vivido pelo infante. Foi quando ele percebeu que os lugares onde ele mais sentia frio eram as pernas e o tronco, mas nos braços o frio era suportável. Então ele pensou: “Pra que preciso de mangas em minhas camisas?”.
Imediatamente, ele desceu até a oficina e começou cortar todas as mangas de suas roupas, e com o tecido das mangas ele costurou um modelito fashion para o garoto.. Daquele dia em diante, Turk só foi visto com suas blusas sem mangas, que ele deu o nome de colete. A história de Turk foi contada de geração pra geração e a sua atitude solidária, de não pensar apenas em si próprio, mas no grupo e na comunidade, foi denominada Coletividade.
Hoje chamamos de Coletividade tudo aquilo que se refere à integração de um grupo de pessoas. Um esporte coletivo é aquele onde se usam coletes para diferenciar o seu time, do time adversário.
Nos tempos de escola, era comum eu usar esses coletes na educação física. Mas os coletes do meu colégio não eram esses feitos desse material leve e sintético. Eles eram de um tecido grosso, fétido e encardido, que ficava impregnado com o suor da criançada. Alguns diziam que os coletes eram lavados de 15 em 15 anos. Se você desse sorte (ou nesse caso, azar) você estudaria do pré ao 3º colegial sem jamais usar um colete limpo. Outra teoria é que os coletes eram feitos a partir do reaproveitamento do tecido das cortinas velhas. É por isso que nos dias de calor, o negócio era fazer time com camisa e sem camisa.
Outro colete que me chama a atenção é o a prova de balas. Quem nunca suspirou aquele “ufa!” quando após seu herói preferido tomar uma bala no peito, ele levantar normalmente, rasgar a camisa e mostrar que está usando um colete desses, para desespero do vilão. Se eu fosse um cara importante ou um personagem de filme de ação, usaria esses troços o dia inteiro, pra dormir, pra ir ao banheiro, até na praia. Pois nunca se sabe quando você pode sofrer um atentado, sem falar que a marquinha de sol que o colete deixa é de um charme fora do comum.
E essa aí é a Toni Collette. Ela é uma atriz de cinema que ficou conhecida principalmente por suas atuações nos filmes O Sexto Sentido e Pequena Miss Sunshine. No primeiro ela interpretou a mãe do menininho e no segundo ela era a mãe da menininha. Em ambos os casos, ela assumiu o papel de uma figura materna assustada e perdida, mas que tinha de se manter forte para segurar as pontas de sua excêntrica família. Pensando sob esse aspecto de cuidar da família, ou seja, do grupo, do coletivo, podemos dizer que Toni Collette honra o nome que tem.
Agora chegou a sua vez de honrar as calças que veste, e o colete também. Sábado, dia 10/05 tem Festa do Colete, lá na Torre as 23h.

Corpete ou corselete.
Eu achava que corpete era coisa de modernet que deixou de ser gótica pra virar femme fatale junkie. Corselete eu nunca soube direito, mas acho que é aquela meio lingerie, muito de realizar fantasias. Naughty naughty.
Não ilustro as divagações por prezar pela família brasileira e todas as nossas grandiosas instituições como o Estado (ou PT, nóis e o Lula sempre confundemos), a Igreja e o mito de São Sebastião. E também por estar no trabalho, que pega mal ficar abrindo fotos de peitinhos saltados e beldades sensuais.
Mas sobre o corpete, apesar de derivar com milhões de adjetivos que pareçam hostis, eu gostcho mutcho! É aquela veia que aflora ao ver moçoilas desfilando suas vergonhas ao meio de tatuagens e franjinhas, tudo bem apertado e jogado pro alto, um desbunde de busto.O corselete já é mais intimicuticulino, uma coisa pra dois (ou três, ou cinco, ou oito, seguindo na PG do absurdo).
Mas um ponto convergente para os dois acessórios femininos é a isca. Para pegar qualquer uma disposta a usar um dos dois, seja transformista, travesti ou menina mesmo, está sendo utilizado um comum item caído em desuso a muito tempo, que vem sendo resgatado - com um forte cheiro de naftalina e mofo - pelos modernos.
Le Coletê. The Vest. Der Koleter. Jim Sakamoto. O Colete. Agora é hora de brincar de pai! Cace no baú do pessu mais vivido aquele acessório que ignora a questão mangas, mas esnoba no quesito estilo. Risca-de-giz, chumbo liso, verde limão, amarelo manga, vermelho aveludado. Seja qual for seu tipinho pseudo, o colete agora torna-se objeto de vanguarda. E essa antiga vanguarda, que agora volta a ser nova, é algo apetecível aos seus contemporâneos

Essa aeróbica lisérgica de Jesus postada abaixo é pureza de estilo. O mestiço puro.
Bring it down! Oh oh oh-oO-ooh (fundinho musical do Ghostbusters)
Stop.
Hammer time!
Se o Renato, ilustre colaborador do FaFo, fosse negro, ele seria igual ao McMartelo.
Pena que é branquelo como um bigatinho.
Não resisti
segunda-feira, 5 de maio de 2008
Can Touch This

Há!
MC Hammer.
Esse homem fez história.
Esse homem é um (mal) exemplo.
Homem de origens negras e fala suburbana, Hammer começou do nada. Nonada ele fez o Hip Hop virar hit. Virou moda dançar com a alegria e os popozões dele, o pai de uma das danças mais energéticas do mundo.
You can't touch this - segue o pianinho -; Que diálogo com os dias de hoje. Dias tão insulflados pela tecnologia e pelo acesso coletivo à coletividade. Mas em mim não, você não toca nisso. Pra cima de Moiiii ?? - diria a boa amiga moderninha com sotaque franco-augusteño.
Hammer tinha tudo, ele foi o cara. Relaciono Hammer com a fortuna de Beckham e o cérebro de Amaral - meia do parmera, vasco e outros -, que além de feio não sabia somar um e um.

O MC seria um jogador impar, garanto. Com suas saidas de pernas para os lados, ele daria um bom volante, quiça ponta de lança. Hammer optou pelo gheto e pela poesia, afinal nos EUA ser soccer player é como ser jogador de Handbol no Brasil.

Quando fez seu primeiro milhão, Hammer comprou uma mansão avaliada em 50. Nada mais sensato, na cabeça de um bagre negro: já viu alguém que é milionário ficar pobre do dia para a noite ? não. E outra idéia do cacete temperou suas ambições: todo rico, sempre fica mais rico.
Hammer faliu em meses. Nunca mais fez sucesso e hoje deve cobrar uns 10 barão para aparecer na sua festa de 15 anos ou para animar o alojamento dos jogos universitários das faculdades de administração do Kentucky.

Mas o que aprendemos com isso ? Eu confesso que aprendi a dançar (à la Hammer) e a curtir o fino do Hip Hop.
Mas não é só nisso que pretendo me deter! Chego lá, garanto.
Vamos. Um astro pop não deixa somente um refrão que perdura por séculos no nosso inconciente auditivo. Ele deixa estilo.
Há! You can't touch this.
Estilo é que nem ter um penis de 22cm. Ou você tem, ou não tem. Ou mente que tem. Ou faz uma cirurgia e diz que tem (mas não que fez cirurgia).
Dançar é fácil, quero ver se vestir com coletinhos e calças fantásticas - uma mistura de balão, calça baggy, polainas e elasticos. Tem coisas que só Hammer pode usar.

Ou como diz o bicha que conheci outro dia: Querida, ok usar polainas, mas tem coisas que só o David Bowie pode, só ele.

Só Bowie, Só Hammer.

Agora é a hora de você também poder. You Can Touch This. Hora de usar aquela peça de roupa que a vovó deu pra vc no natal e, sorrindo e pensando em passar na C&A para trocar no dia seguinte, você disse: Valeu, véia, tava precisando de um colete.
Colete pega, meu fio. Colete para o frio e para o bem estar dos meus olhos cansados de poluição e penteados argentinos. O bom do colete e dar aquele abracinho interno, aquele friozinho; inclinar a cabecinha no colo da criança. É quase gol. Usar colete é como andar bebado na grande área. Bobeou é penal.

Você não viveria sem colete. Proteção da malha com a devassidão da regata. É com colete que não se leva bala. É com colete que não se afoga. É no colete que se esconde o relógio de bolso e a cartela de cigarrilhas.

Não adianta, de colete tudo fica um pouco mais paulista. Semanda de 22, época do café. Eles usavam colete, a cidade arrasava. E, na minha opinião, São Paulo hoje é Nova York no anos 70. Um colete e um pouco de requebrado pode ajudar a içar tudo para os 80, neh bee ?
sexta-feira, 11 de abril de 2008
O Bigode Ilustrado
O sexto dedo no pé não é a única anomalia da modelo, apresentadora e vagabunda aquática Daniela Cicarelli. Se não aparado todas as manhãs, o buço de Cicarelli ganha proporções assustadoras.
Se hoje você pode se orgulhar de viver em um país independente, e não numa colônia de Portugal, agradeça a esse nobre bigodudinho.

“Malandro é o tigre, que já nasce com bigode” – dito popular indiano.
O tradicional bigodinho de leite. Charme a toda prova.
Jennifer Lopez precisou deixar o bigode crescer para as gravações de seu novo filme, “Um Amor em Guadalajara”.
Na pintura original, Mona Lisa ostentava um belo bigode. A Igreja Católica chiou e Da Vinci teve que rever esse detalhe.

Em metrópoles, como a cidade de São Paulo, o bigode já virou até tema de balada.
quinta-feira, 10 de abril de 2008
Le Bigo, Le Ode.
Sábado a noite, varanda de José Eduardo, conhecida como Berço do Tradicional, Toca do Macho, Canto do Emo, e
tantas outras denominações populares que são mais como homenagens como denominações.
Três silhuetas, três sombrias silhuetas rasgam a noite com o tilintar dos gelos e a brasa púrpura de seus
cigarros, desenhando formas crúeis e robustas entre estrelas alvas.
Rënato Bigo Robotinic - Gen-te!É hoje! A noite mais esperada de todos os tempos, quando eu finalmente vou poder
pegar um homem sem que ninguém percc...digo, pegar uma mulher bem macha e bigoduda!Isso também não é tipo
(começa a baba), um fetiche de vocês?(cai um pingo de baba da boca aberta)
Fërnando, The Beard I- Não muito.
Zë, O Macho de Castro - É...não muito. (acende um outro cigarro com seu isquero prateado mais reluzente que a Lua)
Rë- Ae, vocês não sabem nada sobre moda, música, comportamento, nichos de mercado, política, economia e artes!
Não converso com gente assim sobre isso. Mas assim, como que eu faço com esse meu bigode que não cresce?
Fë- É que faltam hormônios né.
Zë- A calvíce já atingiu o buço.
Rë- Aí que saco (derruba um bode do 12º andar, acertando uma família que passeava pela Rio Grande)...mas então,
tô pensando em desenhar algo, queimar meus poros, fazer algo popular e demagogo! Fernandão, faz a minha, me
empresta alguns de seus pêlos do peito!
Fë - Não posso, porque não quero (faz o sinal da cruz em devoção ao Lucas).
Zë- Faça como eu renato...não queria cultivar a penugem, que acabaria estragando toda a estética de minha
delineada barba. Foi capturar um dragão-de-bigode nos mares chineses, e colei-os aqui em minha fronte. São só
dois meses a nado aqui pelo Atlântico, chegando lá é só enfrentar as Hordas Abissais, o Grande Demônio
Serpente, o Avatar Máximo de Posêidon e pronto. Bigodes belos na cara.
Rë - (já babando) ...mas zé, antes disso eu tenho que escrever um conto, visitar 14 exposições, ler aEnciclopédia Britânica, arar meu apartamente, alimentar os porcos, andar de sk8, custurar minha boneca da
Sasha, viver a vida, bigolar, umbigar, manolar, e mais algumas coisas, acho que não vai dar tempo já que a
festa vai ser daqui a 13 minutos.
Zë - Frôxo. Mas tudo bem...você pode pintar também, toma minha canetinha preta.
Fë - Dexa que que desenho! (toma a caneta da mão de renato, que já estava entretido riscando as paredes da sala
do Zé, sempre babando)

Fernando desenha dois pênis, um de cada lado da boca de Renato, que satisfeito com seu desenho, sorri como uma
criança.
Zë - Pronto! Hora de ir! (sé puxa a sua capa, solta uma bombinha de fumaça/vinho e some no ar)
Fë - Vejo vocês lá! (diz fernando, segurando seus bigodes de 30 cm e jogando-os para as costas. Solta um
assobio e monta em seu alazão branco alado, que sai cavalgando pelos céus).
Rë - êba! Vâmo! (tropeça nas próprias pernas, cai de boca e perde todos os dentes da frente, presos ao
aparelhos. Levanta, dá um sorriso banguelo e sai pela porta da frente)
terça-feira, 8 de abril de 2008
They are coming to get you. The moustaches, I mean.
Muito bom dia/tarde/noite, minha gente bonita. Como vão vocês?
Que bom.
Faz uns centiquinzevintimile anos que ninguém posta aqui, só o Renato que reavivou a coisa ontem. Pois é, o outono é assim mesmo.
Mas venho aqui, eu, José Eduardo, convidá-los para o maior mais imperdível evento of the new century! É isso mesmo! A festa na qual todos tentarão ir, mas não vão conseguir. A festa onde, quem for, vai ter aquele acessório a mais, seja pintado, seja natural. Sim, é a festa BEWARE! de abril, do novíssimo e promissoríssimo grupo SQUAD, composto por uma amiguë e seus coleguës.
Mas chega de viadagens e viagens. O negócio é comer ** e ******, como bem disse Frota.
Mas se não conseguir fazer isso (o que é bem provável), vá na festa. 1ª edição promete e vocês sabem que promete. Um pessoal que tá sempre nas quebradas, nasceu no underground, e quer reviver um dos lugares que eu nunca fui, mas sempre ouvi falar: A Torre.
Não qualquer torre, mas aquela Torre. Você conhece, sua mãe conhece e não queria deixar você ir, mas você ia assim mesmo, e espero que vá nessa festa, por que vai ser da boa.
Aí, você andando bem de boa pela rua, para e pensa: Putaqueopariu,
quero ir muito, mas não sei quando é! Zé, seu filhodaputa.
Eu digo pra ter calma, respira. Toma um fósforo, acende o teu cigarro. O beijo amigo... Anyways, a festa é dia 12 de abril, não 11, não 13, DOUZE do QUATRO de DOIS MILE E OITO. Esse dia,
por planejamento antecipado, é sábado. Dia de balada da boa, quando a ressaca da sexta não foi suficiente e você fica com aquele gostinho de quero mais, pensando que amanhã é domingo mesmo, então vou ligar o foda-se e tacar fogo na cidade. E digo, se tacar fogo em uma cidade do alto de uma torre, o fogo vai mais longe.
E agora vamos ao filé, à cobertura do bolo: O tema.
É ele mesmo, que esteve presente na sua vida de alguma forma. Seja por intermédio de um tio seu, do seu dentista, médico, feirante pessoal, taxista, motoboy, imperador, ou, quiçá, uma amiga sua. Sim, queridos, é o Bigode. O constante no universo masculino e também numa grande minoria do universo feminino.
Em evidência agora e há certo tempo, esses pêlos são parte da vida de todo mundo, não é possível negar. Se você ver uma pessoa sem bigode, e, tempos depois, essa pessoa com bigode, você nota uma diferença que não pensava ser possível. Alguns ficam com aquele bigodinho de sorveteiro, outros ficam mais sérios, outros com cara de vendedor de peixe. Mas é fato: O bigode deixa as pessoas diferentes.
Por isso é bom ir na festa! Pessoas diferentes e música boa. No caso, podem até ser as mesmas pessoas que você sempre vê, mas elas estarão diferentes.
É isso. Fico por aqui, espero que todos que lerem isso aqui compareçam à festa. Os motivos foram colocados, o tema, também. Deixo a dissertação por parte dos meus eloqüentes e tresloucados amigos. Eu só joguei o teaser aqui, pra ganhar uns “Tradicionais” na festa.
Não sabe o que é o tradicional? Isso é pra outra data, talvez.






